terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Sessão de esclarecimento "Abandono e recolha de animais selvagens e de companhia. Como Proceder?"

Amigos dos Animais,

Queremos pôr-vos ao corrente do resultado da sessão, decorrida a 29 de Janeiro na Escola Secundária das Laranjeiras pelas 20h30m, “Abandono e recolha de Animais Selvagens de Companhia. Como Proceder?”, que teve uma afluência de cerca 35 pessoas.

Os objectivos desta sessão eram encontrar respostas a dúvidas, que ocorre à maior parte de nós.
· O que fazer quando vemos um animal de companhia ou selvagem abandonado?
· Devemo-nos aproximar? Alimentá-lo? Levá-lo para casa?
· Quem devemos contactar?
· O que fazer no caso de não podermos ter mais um animal em casa?
· Que percurso seguem os animais após a recolha pelas autoridades?
· Como são tratados os animais entregues nos Centros de Recolha?
· O que fazer para estimular a adopção de animais de companhia?

Nesta sessão contámos com a presença da Autoridade SEPNA, pela pessoa do Sargento-ajudante José Santos e com o Médico Veterinário Municipal da Câmara de Ponta Delgada, Dr. Vergílio Oliveira, aos quais agradecemos os esclarecimentos prestados. Agradecemos também à Escola Secundária das Laranjeiras, onde decorreu a sessão.

Bem sabemos que não é cívico o abandono de animais, mas estes não deixam de ocorrer. Ora, quando nos deparamos com um animal abandonado, devemos ter em conta 4 passos:
1. Averiguar se existem condições de segurança para nos aproximarmos do animal, tendo em conta: a raça, o estado em que se encontra (ferido ou não) e ao grau de perigosidade.
2. Alimentar o animal se este apresentar indícios de afabilidade.
3. Poder-se-á recolher o animal temporariamente para um local onde fique em segurança, se o animal for afável.
4. Informar as Autoridades SEPNA e o Médico Veterinário Municipal, pois são a estes que competem a recolha de animais abandonados.

Após a recolha do animal pelas Autoridades, ele é analisado e classificado como Recuperável ou Não Recuperável.
Os animais recuperáveis, são colocados numa boxe no Centro de Recolha por um período mínimo de 8 dias, após os quais são dados para a adopção.
Os animais não recuperáveis são abatidos na hora. São animais que estão muito traumatizados (fracturas graves), queimaduras gravíssimas ou com um baixíssimo grau de sociabilização (animais altamente agressivos).

Quando compramos uma casa temos em mente o número do agregado familiar e é isso que nos leva a comprar um T1 ou um T3…, um V1 ou um V3…
Também existem parâmetros quanto ao número máximo de animais por habitação. Passamos a descrever:
· Prédios urbanos – por fogo: 3 cães adultos, 4 gatos. Não pode exceder o número de 4 animais.
· Prédios rústicos ou mistos: 6 animais adultos.
· Fracções autónomas em regime de propriedade horizontal: o regulamento pode estabelecer um limite de animais inferior ao referido anteriormente.

Estes são os parâmetros para que haja sanidade entre animais humanos e não humanos.
Logicamente cabe a cada um de nós tomar medidas para os cumprir, que pode passar por exemplo pela esterilização dos animais, pois a sua procriação pode originar o abandono do “excesso”.

Este “excesso” acaba quase sempre no Centro de Recolha de Animais (Canil) e se esses animais não forem adoptados, na sua morte.
Que não tenhamos ilusões, pois o Centro de Recolha é eventualmente um "corredor para a morte" e os culpados de colocarem os animais nesse corredor são as pessoas que os abandonam! Responsabilizemo-nos pelos nossos actos.

Devemos sensibilizar a população a cuidar dos animais não humanos, pois de tal forma a nossa espécie apoderou-se deste planeta, que temos que encontrar uma forma de coexistência e não de soberania.

Obrigada pela presença, pela preocupação, pela participação dos presentes e dos que estão a ler este comentário, pois isso significa interesse, EMPATIA.

Até uma próxima,
Célia Pimentel

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Cão resgatado na Polónia




Com tanta notícia de sobrevivência humana que se assiste todos os dias no Haiti, deparei-me com esta notícia divulgada hoje na SIC Notícias...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Sessão Pública - Abandono e Recolha de Animais


O Grupo pelo Bem Estar Animal dos Amigos dos Açores - Associação Ecológica organiza na próxima sexta-feira, dia 29 de Janeiro, pelas 20h30m, na sala 200 da Escola Secundária das Laranjeiras, em Ponta Delgada, uma sessão pública intitulada "Abandono e Recolha de Animais Selvagens e de Companhia. Como proceder?".

Serão oradores convidados o Sarg. Ajudante Santos do SEPNA - Serviço de Protecção na Natureza e do Ambiente da GNR e o Dr. Vergilio Oliveira, Veterinário Municipal de Ponta Delgada.

Compareça e participe no debate. A entrada é livre.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Apelo: Procura-se Lar

Olá Amigos dos Animais!
Chegou até nós um pedido.
A Sr.ª Elvira Lameiras apela por um Lar, para estes animais.
















 












Seus nomes são Yara, Bono, Neo, Praia, Snoopy e Tico respectivamente.
Para mais informações contactar através do email "glameiras@gmail.com".

Até uma próxima,
Célia Pimentel


domingo, 24 de janeiro de 2010

Animais no passeio de ontem

Ontem realizou-se o primeiro passeio pedestre dos Amigos dos Açores onde se pôde constatar que a nossa sociedade ainda tem muito para evoluir no reconhecimento da dignidade e do bem estar animal.
Foram encontrados 4 cadáveres de bovinos em estado de degradação e passamos por um tradicional postal do tão apregoado leite de qualidade dos Açores: um estábulo totalmente enlameado. Pior só se tivesse chovido mais nos últimos dias.



terça-feira, 19 de janeiro de 2010

SUPREENDAM-SE: As touradas são para crianças a partir dos 6 anos!!!

Olá Amigos dos Animais,

Transcrevemos na integra a resposta à carta enviada à RTP Açores, na pessoa do Dr. Pedro Bicudo.

                               "Exma. Senhora
                                Dra. CÉLIA PIMENTEL
                                M. I. Coordenadora
                                Grupo para o Bem-Estar Animal
                                Amigos dos Açores – Associação Ecológica
                                Av. Da Paz, nº 14
                                9600-053 Pico da Pedra

Assunto: Touradas só na Madrugada – V/ carta de 21.12.2009
14/2010
Exma. Senhora,
Em resposta á V/ carta em referência, que mereceu a n/ melhor atenção, a RTP informa que, sem prejuízo do profundo respeito que os comentários e posição constantes da referida carta nos merecem, tal matéria insere-se no âmbito da liberdade de programação que cabe aos operadores de televisão, prevista no art. 26º, da lei nº 27/2007, de 30 de Julho (Lei da Televisão), não estando abrangida por nenhum dos limites previstos no art. 27º, do mesmo diploma.

Neste sentido se pronunciou a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERS), através da Deliberação nº 13/CONT-TV/2008 que se considera relevante para a apreciação deste tema. Assim, transcrevem-se algumas partes essenciais
(…)
Como refere a disposição citada (art. 26º), esta liberdade não é absoluta, estando os seus limites expressos no artigo 27.º do mesmo diploma. Entre eles, contam-se a proibição de emissão de programas que sejam susceptíveis de prejudicar manifesta, séria e gravemente a formação da personalidade de crianças e adolescentes e o condicionamento da transmissão de outros programas susceptíveis de influírem de modo negativo nessa formação.
(…)
O Conselho Regulador da ERC tem entendido que é imperioso interpretar com especial cautela os limites impostos pelo artigo 27º da LTV, uma vez que a liberdade de programação é, instrumentalmente, decisiva para, no quadro da televisão, garantir e permitir a realização das liberdades de expressão (artigo 37.º, n.º 1, da CRP) a de criação cultural (artigo 42.º da CRP), Ora, a liberdade de programação só pode ceder em situações excepcionais, de gravidade indesmentível
(…)
Refira-se que o respeito pelos “direitos dos animais” e pelo bem-estar animal não constituem valores que sejam, directa ou imediatamente, reconhecidos pelo ordenamento jurídico-constitucional vigente como estruturantes na organização política e social da República Portuguesa, como é, aliás, vulgar no Direito constitucional comparado. Constitui sim, um ditame moral, indubitavelmente dotado de grande importância, mas passível de concretizações discrepantes quando colocadas perante determinadas questões da vida prática, como acima se procurou demonstrar.
(…)
E, no tocante à protecção dos animais contra o sofrimento injustificado, não obstante este ser condenado, em termos gerais, pelo disposto na L 92/95, o ordenamento jurídico abre uma excepção no tocante às touradas, atendendo ao papel destas na cultura e na identidade portuguesas. Independentemente daquilo que cada indivíduo possa pensar acerca das touradas, em termos éticos, o facto é que o tratamento infligido aos toiros se considera como juridicamente justificado, em virtude de outros valores tido por essenciais para o Estado. E não se contraponha o facto de terem existido, ao longo da nossa história, práticas hoje consideradas bárbaras e que foram abandonadas, ainda que, a seu tempo, houvessem sido consideradas como, alegadamente, estruturantes para a organização da sociedade ou mesmo da identidade nacional (por exemplo, a escravatura ou os autos de fé). Esse abandono foi fruto mais do que do pioneirismo de legisladores, de evoluções na mundividência de uma parcela significativa do povo, bem como de alterações nas estruturas sociais, económicas e políticas que explicavam a subsistência de tais fenómenos. Nos tempos actuais, não obstante o voluntarismo (legítimo e demonstração, justamente, de uma sociedade plural) de algumas franjas da sociedade portuguesa, não se verifica uma tão intensa e alargada oposição às touradas, verificando-se, ao invés, que estas se mantêm como parte integrante do ethos português.
(…)
Concluiu-se supra que os espectáculos tauromáquicos, maxime as corridas de toiros à portuguesa, constituem uma parte integrante da herança cultural portuguesa. Ora, conforme resulta de diversas disposições da CRP, o Estado tem a incumbência de promover e proteger a cultura portuguesa.
(…)
Por outro lado, convém relembrar que o artigo 27.º, n.º 4 da LTV, consubstancia uma restrição a uma posição subjectiva inserida no seio dos direitos, liberdades e garantias e que, como tal, o preenchimento do conteúdo dispositivo do conceito indeterminado constante desse preceito (“programas susceptíveis de influírem de modo negativo na formação da personalidade de crianças ou de adolescentes”) deverá atender ao artigo 18.º, n.º2, da CRP, que estabelece que as restrições deverão limitar-se ao necessário para salvaguardar outros direitos ou interesses constitucionalmente protegidos. No caso em apreço, não existe um direito ou interesse constitucionalmente protegido que deva prevalecer sobre a liberdade de programação (…), nem tão pouco sobre a promoção da cultura portuguesa enquanto valor essencial do ordenamento jurídico-constitucional e tarefa pública.
(…)
Importa depois revelar que, nos termos do DL 116/83 os espectáculos tauromáquicos estão classificados como sendo destinados a maiores de 6 anos.
(…)
Muito simplesmente, portanto, a questão funda é sempre a mesma. Se o legislador entendeu que podem assistir a touradas crianças a partir dos seis anos; se ainda há pouco admitiu até, em certos casos contados, a possibilidade de touradas que impliquem a morte do touro; se, por outro lado, a liberdade de programação é a regra (forte) e não a excepção, não se vislumbram razões sólidas que conduzam a integrar a transmissão televisiva de espectáculos tauromáquicos numa das hipóteses em que a Lei admite restrições àquela liberdade.

Face a estes e outros argumentos que poderão consultados na íntegra na Deliberação citada, a ERC concluiu,

Considerar que as corridas de toiros à portuguesa não constituem, no sentido do artigo 27.º, n.º2, da lei da Televisão, programas susceptíveis de influírem de modo negativo na formação da personalidade das crianças ou de adolescentes, não se lhes aplicando, por conseguinte, a imposição de transmissão entre as 22 horas e 30 minutos e as 6 horas, acompanhada da difusão permanente de identificativo visual.

No escrito cumprimento dos normativos legais em vigor que, no essencial, se resumem à referida conclusão da ERC, a RTP inclui na respectiva programação, quer transmissões de corridas de touros, quer programas de índole tauromáquica, A terminar uma pequena nota para referir que não existe nenhuma sentença que impeça a RPT de transmitir espectáculos tauromáquicos.

Sem outro assunto de momento, apresentamos a V. Ex.ª os melhores cumprimentos.

O Director da RTP Açores
Pedro Bicudo"

Célia Pimentel

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Legislação Animal

PROCURA-SE !!!



Desapareceu a 05-01-2010. Cadelinha Chihuahua de pêlo comprido de cor preta e bege e de nome Becas, (neste momento tinha o pêlo cortado).
Quem encontrá-la ou tiver visto favor contactar Rua da Magnólia nº 5, Pico da Pedra. Telemóvel 965 837 994.

DÁ-SE RECOMPENSA

Panoramas...

Olá, Viva a Todos e um Bom Ano!

Num dos nossos percursos mensais do Grupo de Actividades da Natureza dos Amigos dos Açores, deparámo-nos com este cenário (comum na ilha), vacas enlameadas até aos tornozelos…


















Panoramas a mudar...
Célia Pimentel