quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Manifesto em Defesa dos Animais



4 de OUTUBRO de 2010
MANIFESTO EM DEFESA DOS ANIMAIS


Desde 1930, em vários países do mundo, o dia 4 de Outubro é dedicado aos animais. Neste dia, são homenageados os nossos amigos animais que, infelizmente, continuam, ainda hoje, a ser desrespeitados por muitos humanos e nalguns casos por entidades públicas que deveriam dar o exemplo à restante sociedade.

Hoje, 4 de Outubro de 2010, o grupo de pessoas individuais e colectivas manifesta a sua preocupação relativamente aos seguintes problemas e situações de maus tratos aos animais:


1- Abate de animais domésticos. Todos os anos ultrapassa largamente um milhar o número de animais de companhia (cães e gatos) que são abandonados, acabando na sua maioria por serem abatidos nos canis municipais ou atropelados nas estradas. O esforço que é feito pelas associações de protecção dos animais, que se debatem com faltas de meios e de apoios públicos, acaba por ser inglório pois através dele só uma pequena parte dos animais abandonados consegue um novo lar.

Não estando de acordo com a política seguida actualmente para combater o abandono que tem por principal pilar os abates, pois até hoje não tem resolvido nada, consideramos necessário que a nível regional seja lançada uma campanha de esterilização com vista a adequar o número de animais de companhia ao número efectivo de donos capazes de cuidar deles de forma responsável;


2- Promoção pública da tortura animal. Ao longo dos séculos da história dos Açores, a tauromaquia tem sofrido uma evolução no sentido da diminuição dos maus tratos aos touros, não constituindo qualquer tradição na maioria das nossas ilhas. Em 2009, contrariando a evolução que se assiste a nível internacional, onde aquela actividade é cada vez mais repudiada, e ao arrepio dos ensinamentos da própria história insular, um grupo de deputados pretendeu legalizar a sorte de varas. Gorada a sua intenção, a minoria de industriais que aposta no incremento da tortura animal, tenta ganhar adeptos sobretudo em São Miguel, tendo conseguido promover algumas touradas à corda com a colaboração sobretudo de autarquias e de comissões de festas de cariz religioso.

Considerando que as touradas, qualquer que seja o seu tipo, em nada contribuem para educar os cidadãos e as cidadãs para o respeito aos animais, para além de causarem maus tratos aos mesmos e porem em risco a vida das pessoas, não podemos admitir a na sua realização sejam usados dinheiros públicos;


3- Mortalidade provocada na fauna selvagem. O cagarro é uma ave oceânica que vem a terra apenas durante a época de reprodução. Este período decorre entre Março e Outubro, altura em que as crias já suficientemente desenvolvidas partem com os seus progenitores em direcção ao mar, dispersando-se pelo Oceano Atlântico e regressando apenas no próximo ano. Realizando-se a sua partida de noite, muitas crias são atraídas pelas luzes das nossas vilas e cidades, acabando por cair em terra e ser frequentemente atropeladas se não forem ajudadas.

Considerando a importância que o salvamento do maior número de cagarros tem para a conservação da natureza e o respeito pelos animais, apelamos à participação de todos nas campanhas que ainda este mês serão postas em marcha pelas mais diversas entidades, nomeadamente pelas organizações não governamentais de ambiente.


4- Cativeiro de animais não domésticos. A criação de parques zoológicos nos séculos passados respondia ao propósito de mostrar ao público uma colecção de animais exóticos que de outra maneira nunca seriam vistos nem conhecidos. Na actualidade isto deixou de fazer qualquer sentido. Agora as leis exigem obrigatoriamente aos parques a realização de programas de conservação, educação ambiental e bem-estar animal. Como consequência disto, nos Açores têm vindo a ser fechados núcleos zoológicos que incumpriam estas exigências. No entanto, ainda continua a existir um núcleo zoológico na Vila da Povoação (São Miguel).

Apesar do referido parque encontrar-se já embargado pelas autoridades e apesar de ser de titularidade pública, o recinto continua ainda hoje aberto ao público. Pelo manifesto desrespeito às leis e aos animais, consideramos que o parque deve ser imediatamente fechado e os animais conduzidos a umas instalações apropriadas que garantam o seu bem-estar.


5- Modelos intensivos de produção animal. A exploração agrícola de animais constitui historicamente um importante sector económico nas nossas ilhas. Se bem que os relatos de maus tratos a estes animais têm vindo a diminuir nas últimas décadas, evidenciando uma notável evolução da sociedade, subsistem ainda bastantes situações penosas. Para além disso, a introdução de técnicas de produção intensiva tem vindo a piorar as condições de vida de muitos deles, limitando a sua vida ao reduzido espaço duma gaiola.

Tendo em conta a imagem de proximidade à natureza que tanto caracteriza os Açores no exterior, consideramos que se deve reforçar o modelo tradicional de criação de animais, modelo que garante sempre a mais alta qualidade. Devem também ser criadas e publicitadas novas formas de certificação nas explorações que valorizem devidamente ante o consumidor os seus níveis de qualidade ambiental, alimentar e de respeito pelo bem-estar animal.


6- Falta de respeito com a vida animal. Numa sociedade em que tudo se compra e se vende, os animais são tratados muitas vezes como simples mercadorias e rebaixados à categoria de simples objectos. Só uns poucos animais domésticos conseguem as vezes escapar a esta visão. Na realidade, como já foi demonstrado pela ciência há longos anos, os animais são os irmãos com os quais o homem comparte a natureza. O desrespeito para com os animais é também o desrespeito para com os homens, como partes integrantes da mesma natureza.

Consideramos que o tratamento legal dado aos animais deve fugir da visão redutora que os converte em simples objectos. A nossa sociedade deve evoluir para padrões éticos nos quais os animais sejam respeitados em conformidade com a Declaração Universal dos Direitos dos Animais.

Açores, 4 de Outubro de 2010




Vimos por este meio convidar-vos a assinarem o manifesto remetido a propósito do dia do animal, a divulgar na véspera, com as subscrições recebidas até ao momento. Para tal, basta apenas escrever a: amigosdosacores@amigosdosacores.pt

Grupo pelo Bem-Estar Animal
Amigos dos Açores - Associação Ecológica


Um bom exemplo

Numa recente deslocação a Ericeira e cidade de Évora eu deparei-me com estes estandartes onde estão sacos plásticos para os donos dos cães quando os levam em passeio recolherem os excrementos do animal.

Ora aqui copia-se apenas o que não interessa ao cidadão comum, que são os parquímetros para nos todos pagar-mos, uma polícia municipal que tenho dúvidas sobre a sua implementação, etc, etc...

Aqui vai um exemplo que poderia ser implementado aqui pelos munícipes da ilha e que só demonstraria uma preocupação com a higiene das nossas ruas e jardins, com custos bastante baixos em relação a outros projectos.

Daniel Melo





Cães perigosos ilegais

Hospital não comunica ataques de cães às autoridades

Responsável do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR alerta para falta de comunicação entre o hospital e autoridades em situações de ataque de cães.

*****

O Hospital Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, não está a denunciar às autoridades os pacientes atendidos vítimas de ataques de cães perigosos. O alerta é efectuado pelo Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da Guarda Nacional Republicana que teve conhecimento de 180 a 200 casos de pessoas atendidas com ferimentos de dentadas de cães, em 2009, mas a unidade do SEPNA apenas conseguiu formalizar duas investigações de ataques de cães.

José Santos, responsável pelo serviço do SEPNA nos Açores, admite a possibilidade dos pacientes não informarem os médicos sobre o motivo dos ferimentos apresentados, mas salienta que os médicos são obrigados a comunicar todas as situações que envolvam ataques de cães a pessoas. “Muitas das pessoas que vão ao hospital e são vítimas de ataques de cães não denunciam o caso ao próprio médico. Porque de acordo com a nova lei os médicos são obrigados a comunicar a situação às forças policiais e não existe registo desta situação”, explica o representante da GNR.

O sargento José Santos explica que todos os ataques de cães, independentemente do tamanho ou raça do animal, devem ser comunicados para a instauração de um processo. O responsável do SEPNA aconselha que todas as pessoas que sejam vítimas de ataques de cães se dirijam ao Hospital e solicitem uma declaração a confirmar a sua presença, e o tipo de patologia que apresentavam para se iniciar o processo.

“O papel do SEPNA na investigação é identificar o proprietário do animal, e recolher o animal que será avaliado pelo médico veterinário municipal. O veterinário vai decidir se o animal é enviado para ressocialização ou directamente para o canil. Todos os processos são ainda encaminhados para o tribunal, porque a lei prevê uma moldura penal de dois a dez anos de prisão, consoante a gravidade das lesões causadas pelos cães. A promoção de lutas entre cães também é punida com pena de multa ou prisão até um ano.

90 por cento de cães ilegais

A maioria dos cães de raças consideradas potencialmente perigosas em Portugal está ilegal nos Açores. Uma fiscalização efectuada pelo SEPNA nos Açores detectou 62 cães ilegais, num universo de 69 animais fiscalizados. A GNR detectou 40 Pitbul, 19 Rottweiller, 2 Dog Argentino e 1 Staffordshire Bull Terrier em situação ilegal, porque não cumpriram as regras exigidas pelo governo.

O proprietário de um cão de uma raça potencialmente perigosa precisa de ser maior de 16 anos, possuir uma licença especial anualmente na junta de freguesia, apresentar o boletim sanitário do animal, colocar um chip no cão, registar o animal num organismo do governo, entregar um termo de responsabilidade, garantir um seguro de responsabilidade civil, com um capital mínimo de 500 mil euros, apresentar um registo criminal sem condenações por crimes contra a vida e promover a esterilização do cão. Os proprietários de cães potencialmente perigosos em situação ilegal são obrigados ao pagamento de uma multa no valor, mínimo de 500 euros.

Cães potencialmente perigosos obrigados a andar com açaimo na via pública

Os cães das sete raças consideradas potencialmente perigosas na legislação portuguesa são obrigados a circular com açaimo na via pública e uma trela curta, até um metro de comprimento. As raças definidas como potencialmente perigosas são Rottweiller, Pitbull Terrier, Fila Brasileiro, Tosa Inu, Dogue Argentino, Staffordshire Terrier Americano e Staffordshire Bull Terrier. Estes cães necessitam ainda de estar num alojamento apropriado e receber treino obrigatório com vista à socialização e obediência do cão. A reprodução ou venda de cães desta raça também é proibida.

O SEPNA da GNR poderá receber informações ou responder a dúvidas dos cidadãos através do número de telefone: 296306580.

Luís Pedro Silva
http://www.acorianooriental.pt/noticias/view/208803

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Animais para adopção

Alguns animais que temos para adopção. Vimos pedir que nos ajudem a divulgá-lo.

APA - Associação Açoreana de Protecção dos Animais
http://associacaoacorianaproteccaoanimais.blogspot.com/


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Tradições mas sem crueldade


Fonte:
O MIRANTE Semanário Regional
http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=456&id=67210&idSeccao=7232&Action=noticia


Bandarilhas assassinas

Contrariando aquilo que é norma num grupo de forcados, que é marcar um treino do grupo para uma picaria (em Vale de Cavalos), um antigo cabo do grupo da Chamusca, no tempo em que eu tinha 18 anos, mandou-me para a cara de quatro vacas à saída do curro. Lembro-me como se fosse hoje do medo que tive e do êxito que arrecadei graças ao excelente conjunto de forcados que o grupo tinha na altura.

Perdi o medo de ir para a cara de um animal e hoje vejo com os olhos bem abertos um forcado a levar umas cornadas de um toiro e, embora me emocione como toda a gente, o meu entendimento é que só se perdem aquelas que ficam no chão. Esta crueldade foi-me ensinada e não sinto qualquer vergonha em a assumir.

Já quanto à crueldade a que os toiros estão sujeitos enquanto são toureados a minha opinião é diferente daquela de há muitos anos. Os defensores dos direitos dos animais têm razão quando se manifestam. Aquelas bandarilhas com arpões de cinco centímetros de comprimento e dois centímetros de largura, quando não são ainda maiores, podiam ser evitadas e a festa não perdia com isso. O sofrimento do animal era minorado, e de que maneira, e nem por isso os artistas viam prejudicada a sua arte.

Porque conheço bem os meandros da festa, e senti na carne o carácter dos animais, pegando-os ou ajudando a pegar, não compreendo como é que ainda há directores de corrida que deixam tourear animais tão nobres em deficientes condições físicas, muitas vezes com problemas causados durante a embola ou no transporte para a praça, entre muitas outras causas possíveis. Outra questão: embolar um toiro, depois de lhe cortar os cornos, se não for feito por quem sabe da poda, pode configurar um crime ainda maior que fazer sofrer o toiro na praça em deficientes condições físicas, ou com aquelas bandarilhas com arpões que metem medo só de os termos por perto; para se conseguir embolar um toiro recorre-se muitas vezes a métodos pouco ortodoxos que violam as leis dos direitos dos animais. E, por último: os forcados morrem por causa das bandarilhas. E o que é curioso é que toda a gente fecha os olhos como se alguns forcados tivessem escrito na testa que nasceram para morrer durante uma pega por causa da puta de uma bandarilha que resolveu fazer história. Ridículo e lamentável continuar a defender-se que sem bandarilhas assassinas a festa dos toiros perde a graça.

Que fique bem claro que esta minha atitude de aliado dos defensores dos direitos dos animais não tem nada a ver com o sacrifício dos forcados. Sou pelas tradições mas sem o uso da crueldade. Assim como já não gosto de ver fotos de leões mortos em caçadas (acabei de reler, por tanto gostar, África Minha, e de visitar em Copenhaga o Museu de Karen Blix), nem de elefantes mortos a tiro por caçadores de marfim, também entendo cada vez mais que a festa dos toiros deveria ter mais em conta a dignidade e o carácter do animal e menos os interesses e os velhos hábitos (em muitos casos ainda marialvas e fascistas) dos artistas que vivem da festa.

JAE

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Tourada em Santa Bárbara, Ribeira Grande - Proteste


Está programada uma tourada para o próximo dia 28 de Agosto na
freguesia de Santa Bárbara.

Escreva à Junta de Freguesia de Santa Bárbara a lamentar a ocorrência
deste espectáculo nesta freguesia. Pode usar o texto abaixo ou
personalizá-lo a seu gosto.



Para: juntafsbarbara@sapo.pt

Cc: acoresmelhores@gmail.com, geralcmrg@cm-ribeiragrande.pt



Ex.mo Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Santa Bárbara,

Tomei conhecimento de que se irá realizar na Junta de Freguesia de Santa Bárbara uma tourada e venho por este meio manifestar o meu total repúdio por tal acontecimento!
Bem sei que quem o faz e permite normalmente fá-lo por motivos lúdicos e que neles encontra justificação, como a tradição e divertimento. Não há tradição ou divertimento que justifiquem o sofrimento e maus tratos a um animal, seja uma tourada, circo, jardim zoológico ou qualquer outro ambiente.
Havendo, tal como é público, tanta necessidade de recursos financeiros no poder local, espera-se que a Junta de Freguesia de Santa Bárbara não esteja a aplicar verbas públicas na realização de touradas. Pelo contrário, quem se encontra à frente do poder local tem obrigação de promover a educação dos seus eleitores e não contribuir para o seu embrutecimento!
Com os melhores cumprimentos,
Nome
Morada

NOTA- Hoje,23 de Agosto,a Junta de Freguesia comunicou que a responsabilidade da tourada é da Comissão de Festas. Assim sendo e não se sabendo do envolvimento de dinheiros públicos, é dinheiro que poderia ser aplicado em coisas úteis na freguesia que é desviado para um ganadeiro.

10 perguntas básicas sobre o touro de lida


10 preguntas básicas sobre la Lidia
Ecologistas en accion (Espanha)
https://www.ecologistasenaccion.org/spip.php?article1384

1. ¿SUFRE EL TORO DURANTE LA LIDIA?

Sí. El toro es un mamífero altamente desarrollado y como todos los mamíferos cuenta con un sistema nervioso evolucionado.

Durante la lidia, los toros están sometidos a una tremenda y progresiva tortura que se dirige a la anulación de su capacidad de defensa, debido al colapso orgánico y al dolor progresivo.

Las banderillas son un afilado arpón diseñado para desgarrar la piel y engancharse con fuerza en los tejidos internos. La hemorragia y gravísimas heridas que provocan en los músculos y tendones cercanos a la espina dorsal impiden al toro levantar la cabeza. Este mismo fin también se persigue con la acción del picador a caballo, que es además el primer elemento en entrar en juego.

La espada puede destrozar al toro el hígado, los pulmones, la pleura y el diafragma, dependiendo del lugar por donde penetre. Cuando secciona la gran arteria, el toro agoniza entre enormes vómitos, ahogado en su propia sangre. La espada puede clavarse muchas veces al mismo toro.

La puntilla se utiliza para rematar al toro moribundo, intentando seccionar su médula espinal, a la altura de las primeras vértebras: atlas y axís. El toro queda paralizado sin poder mover los músculos y en la mayoría de los casos aún entra vivo al desolladero.

2. ¿ES EL TORO UN ANIMAL CUYA UNICA FINALIDAD ES MORIR EN LA PLAZA?

No. Todos los animales merecen que se les reconozca valores básicos inalienables como son la propia vida y el derecho a vivirla dignamente y con integridad.

Desde un punto de vista racional y moral no existe ningún fundamento por el cual proteger y mimar algunos animales, como los que hemos elegido como compañía, y olvidar los derechos más básicos de otros.

El toro posee un valor objetivo como individuo, como biotipo ambiental y como patrimonio medioambiental de nuestra comunidad; su supervivencia en un entorno natural no debe estar ligado a su explotación económica y a la tortura y muerte en una plaza de Toros.


3. ¿ES REALMENTE AGRESIVO EL TORO DE LIDIA?

No. Durante años los ganaderos han trabajado exclusivamente con la finalidad de seleccionar y alterar el comportamiento natural de estos herbívoros intentando enfatizar sus características agresivas. El toro como cualquier animal individual enfrentado a su supervivencia, intentará huir como primer paso. Esta pauta es habitual y repetida en las corridas y encierros, en los que los animales intentan encontrar una vía de huida y evitar el enfrentamiento.

Solo azuzado, herido y encerrado sin salida desarrollará un comportamiento de defensa y ataque.

4. ¿EXISTE EN REALIDAD LA RAZA “TORO DE LIDIA”?

No. El toro de lidia no cumple con el principio taxonómico que le permite ser clasificado como raza, es decir el de poseer unos caracteres morfológicos propios transmisibles genéticamente. El ganado de lidia constituye una población bovina heterogénea perteneciente a diversas pseudorrazas de Bos taurus, con la característica frecuente, indefinible científicamente, de manifestar una agresividad instintiva cuando son provocados o acosados.

Esta agresividad, denominada ‘bravura’ no se perpetua de generación en generación, si no que la mayoría de los toros carecen de ella, según denuncian los propios aficionados. De lo contrario las tientas serían innecesarias y todos los toros nacidos de padres ‘bravos’ serían igualmente ‘bravos’.

No se conoce ni una sola descripción científica de los caracteres diferenciadores de la hipotética raza de lidia. Dentro de la descripción específica de una raza bovina se incluye, al menos, la alzada, el peso medio, proporciones, forma de la cabeza, forma de la cornamenta, capas y colores. Ni siquiera el propio Reglamento de Espectáculos taurinos los describe, limitándose a prohibir que se lidien reses que no estén inscritas en el Registro de Empresas Ganaderas de Reses de Lidia.

5. ¿ES EQUILIBRADO EL ENFRENTAMIENTO TORO-TORERO?

No existe equilibrio. El toro es un ser indefenso que por muchas astas y fuerza que tenga jamás podrá vencer la inteligencia, el número y los medios que el ser humano va a poner en el ruedo. El hombre acabará con él tras ejercer unos cuidadosos y muy elaborados actos, que algunos llaman arte y estética, y cuyo fin no es más que el ir destrozando poco a poco al animal para así convertirlo en un guiñapo sangriento a merced del torero.

6. ¿RECIBE UN TRATO DIGNO DURANTE SU CRIANZA?

No. Los toros son sometidos por los ganaderos durante su crecimiento a estudiados programas de acoso y violencia con objeto de provocar y exacerbar un comportamiento agresivo patológico, eliminando su equilibrio psicológico natural.

7. ¿JUSTIFICA LA TRADICIÓN LA VIOLENCIA EN CONTRA DE LOS ANIMALES?

Las tradiciones son sólo costumbres que deben mantenerse siempre que nos enriquezcan ética y moralmente. En el caso de los festejos taurinos la tradición no sólo no nos enriquece sino que nos envilece.

A lo largo de la historia hubo tradiciones terribles contra seres humanos y animales. En la India, hasta hace poco, eran incineradas vivas las viudas junto al cuerpo del esposo; a las niñas chinas les impedían el crecimiento de los pies; en Inglaterra se practicaban luchas entre perros y toros y entre osos y lobos. Afortunadamente estas “tradiciones culturales” fueron desapareciendo gracias al progreso, a la ética y la evolución.

Lamentablemente todavía se mantiene tradiciones nefastas e inhumanas como la mutilación sexual de las niñas en algunos países africanos, el cocer vivos a perros y gatos para aprovechar mejor su carne en países asiáticos, la mutilación de manos a los ladrones en ciertos países árabes… España conserva, para vergüenza de una gran mayoría, las corridas de toros, los toros de fuego, los enmaromados, las becerradas, el toro alanceado, los toros de Coria y un sin número de festejos donde pequeñas vaquillas sirven de diversión a las gentes de los pueblos que se ensañan con ellas.

8. ¿QUE NORMATIVA DE PROTECCION EXISTE ACTUALMENTE?

La normativa estatal excluye de manera taxativa los festejos taurinos a la hora de prohibir el maltrato de los animales, y no reconoce a los animales como merecedores de derechos. Es más, la falta de voluntad de las administraciones de sentar precedentes de protección real para todos los animales, sin exclusiones, hace que muchos casos de maltrato y sadismo hacia éstos queden impunes por las lagunas legislativas.

La legislación aplicada al toro en España (Real Decreto 145/1996) sólo sirve para regular la forma de torturarlo y evitar fraudes que desluzcan el espectáculo. Cosas como el tamaño de la punta de las banderillas, los puyazos que el picador asesta, cuantas veces podrá ser clavada la espada en el cuerpo del animal antes de pasar a la puntilla, etc. son reflejadas con asombrosa frialdad, como si se estuviese hablando de un objeto en vez de un ser vivo sintiente. Sirva el siguiente artículo como ejemplo:

Art. 75 Cuando debido a su mansedumbre una res no pudiera ser picada en la forma prevista, el Presidente podrá disponer el cambio de tercio y la aplicación a la res de banderillas negras o de castigo. En las banderillas negras o de castigo, el arpón en su parte visible, tendrá una longitud de ocho centímetros y un ancho de seis milímetros.

Cada comunidad desarrolla sus propio Reglamento de Espectáculos Taurinos Populares. En la comunidad de Madrid es el Decreto 112/96. Todo el compendio legislativo se puede consultar en http://www.mir.es/espectac/toros/normativ.htm

9. ¿DESAPARECERIA LA FIESTA SIN SUBVENCIONES?

El mundo del toro es un sector claramente deficitario. La falta de ingresos por espectadores debido a la repulsa social cada vez mayor es cubierta por las subvenciones y la financiación directa de las diversas administraciones, quienes construyen plazas de toros, organizan festejos taurinos en las fiestas municipales, mantienen escuelas de tauromaquia, ayudan a las asociaciones taurinas, etc.

Sin subvenciones y ayudas la fiesta taurina desaparecería en poco tiempo.

10. ¿PODEMOS ACABAR CON LA TORTURA EN LOS RUEDOS?

Sí, entre todos podemos lograr que las corridas de toros pasen a la historia rechazada por la gran mayoría de la población. Casi el 70% de la población está ya en contra de las corridas de toros o no se muestra en absoluto interesada en ella: con tu colaboración podemos lograrlo.

Para ello es necesario también que los partidos políticos se replanteen su apoyo a la injustificadamente llamada “fiesta nacional” y que los medios de comunicación sean más sensibles a este tema.

Ecologistas en Acción viene trabajando desde su creación para lograr que se reconozcan derechos a los animales. En un mundo controlado por la especie humana se han de establecer unas responsabilidades de ésta hacia los animales, domésticos y silvestres, y sus necesidades, resultando imprescindible promover una cultura y una legislación que regule los derechos de los animales. El progreso, la paz y la educación deben conjugarse en armonía con el respeto hacia el resto de los animales. El cambio positivo de actitudes hacia los animales como seres no humanos, está íntimamente ligado al respeto global por toda clase de vida y, por extensión, a todo el planeta.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Açores - Violação das regras do transporte de animais

Açores - Violação das regras do transporte de animais

O Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente dos Açores detectou nos últimos dias, Porto Comercial de Ponta Delgada, duas situações de violação das regras do transporte de animais.

Numa primeira acção os militares detectaram a existência de quatro touros fechados em gaiolas utilizadas para o transporte destes animais e que iriam permanecer ali fechados ao sol, durante três dias, enquanto aguardavam ligação para outro destino. A segunda situação ocorreu ontem (dia 27) quando os guardas verificaram que um contentor, proveniente do continente português e com destino a uma das ilhas do grupo central dos Açores, transportava suínos em situação de sobrelotação, tendo dois deles morrido na viagem. Estas ocorrências foram assinaladas no decorrer de acções de sensibilização e de fiscalização pelo respeito do bem estar animal e estado sanitário dos mesmos, tendo já sido elaborados vários autos por infracção e violação às normas em vigor, nomeadamente, no que refere ao abandono de animais, transporte de animais, introdução de espécies protegidas ou invasoras na Região Autónoma dos Açores.