terça-feira, 5 de outubro de 2010

Dia do Animal 2010


1 - Os Amigos dos Açores estão a recolher assinaturas para um documento sobre direitos dos animais. O que os motiva nessa iniciativa?

Motiva-nos o alerta para reconhecimento social e político dos animais enquanto seres plenos de direitos, o que não acontece ainda na nossa região e país.

Na concepção de Ghandi, que defende que um país ou uma civilização podem ser julgados pela forma como trata seus animais, consideramos que nos enquadramos numa região onde há ainda uma larga margem de progressão em caminho a um verdadeiro desenvolvimento social e ambiental.


2 - O Dia Mundial do Animal (2010.10.04) foi um momento ideal para reflectir sobre o estado da arte na forma como os animais são tratados nos Açores. Tratamos bem ou mal os nossos animais?

Embora existam animais bem tratados, com especial evidência para alguns animais de companhia, existem ainda muitos animais maltratados, com especial enfoque nos animais de produção (por exemplo gado).

No entanto, existem animais maltratados a todos níveis desde animais selvagens (recorde-se notícia do ano passado que relatou cagarros recolhidos na ilha de Santa Maria para confecção culinária) ou os próprios animais de companhia (como cães e gatos) tantas vezes abandonados quando estes crescem mais do que os donos esperam ou quando estes vão de férias e não procuram um lugar de conforto para os animais permanecerem durante esse período.

·
3 - Entre o abandono de animais domésticos de pequeno e médio porte e os maus tratos a animais de grande porte, como os bovinos, quais são as prioridades da vossa luta pelo bem estar animal?

Os objectivos fundamentais do Grupo pelo Bem Estar Animal são a contribuição para o reconhecimento social do bem estar animal e dos direitos dos animais, a promoção de campanhas de voluntariado animal e a difusão de boas práticas animais.

A nossa luta pelo bem estar animal tem uma visão do animal enquanto parte integrante do ambiente, sendo todos os animais seres dotados de sensibilidade, que devem ter uma vida digna, não devendo ser sujeitos a dores ou sofrimento evitáveis.

O nosso plano de actividades para 2010 no que respeita a esta temática divide o ano 4 trimestres, os quais decidamos a quatro “tipos de animais”: animais de companhia, animais em cativeiro, animais de produção e animais selvagens.

4 - Tendo em conta o que se passa no mundo, ou seja, em termos relativos, como qualifica a relação dos açorianos com os animais, sejam eles de domésticos ou selvagens?

Se considerarmos que existem países onde o acesso dos animais de companhia a locais públicos é muito mais facilitado do que em Portugal (como jardins públicos, transportes públicos e espaços comerciais do centro da Europa), considerarmos que existem países onde são totalmente proibidos os espectáculos com animais (como as touradas ou circos com animais), que determinados países possuem, inclusive, advogados para animais, estamos certamente pouco desenvolvidos no reconhecimento do bem estar animal e dos respectivos direitos.

Muitas das vezes, os animais nos Açores são entendidos fundamentalmente como seres de muitas obrigações e de poucos direitos, o que urge inverter porque temos todos a ganhar com o respeito pelos animais, a bem de um verdadeiro progresso civilizacional.


Diogo Caetano

Presidente dos Amigos dos Açores

Diário Insular de 5 de Outubro de 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

5 de Outubro- homenagem a Alice Moderno


Uma vez que o dia 4 de Outubro é um dia útil, o Grupo pelo Bem Estar Animal dos Amigos dos Açores organizará no dia 5 de Outubro (feriado) pelas 10 horas uma visita ao Hospital Veterinário Alice Moderno, em Ponta Delgada, sito no campus do serviço de desenvolvimento agrário de São Gonçalo, para a qual se convidam todos os interessados a comparecer pelas 9h30 na entrada deste campus, junto ao Laboratório
Rregional de Engenharia Civil e entrada Norte da Universidade dos Açores.

Neste local pretende-se constatar os objectivos e missão deste Hospital Veterinário, bem como prestar uma pequena homenagem à mulher interventiva, poetisa e defensora dos animais que foi Alice Moderno.

sábado, 2 de outubro de 2010

Manifesto em Defesa dos Animais

4 de OUTUBRO de 2010

MANIFESTO EM DEFESA DOS ANIMAIS

Desde 1930, em vários países do mundo, o dia 4 de Outubro é dedicado aos animais. Neste dia, são homenageados os nossos amigos animais que, infelizmente, continuam, ainda hoje, a ser desrespeitados por muitos humanos e nalguns casos por entidades públicas que deveriam dar o exemplo à restante sociedade.

Hoje, 4 de Outubro de 2010, o grupo de pessoas individuais e colectivas manifesta a sua preocupação relativamente as seguintes problemas e situações de maus tratos aos animais ao seguinte:

1- Abate de animais domésticos. Todos os anos ultrapassa largamente um milhar o número de animais de companhia (cães e gatos) que são abandonados, acabando na sua maioria por serem abatidos nos canis municipais ou atropelados nas estradas. O esforço que é feito pelas associações de protecção dos animais, que se debatem com faltas de meios e de apoios públicos, acaba por ser inglório pois através dele só uma pequena parte dos animais abandonados consegue um novo lar.

Não estando de acordo com a política seguida actualmente para combater o abandono que tem por principal pilar os abates, pois até hoje não tem resolvido nada, consideramos necessário que a nível regional seja lançada uma campanha de esterilização com vista a adequar o número de animais de companhia ao número efectivo de donos capazes de cuidar deles de forma responsável;

2- Promoção pública da tortura animal. Ao longo dos séculos da história dos Açores, a tauromaquia tem sofrido uma evolução no sentido da diminuição dos maus tratos aos touros, não constituindo qualquer tradição na maioria das nossas ilhas. Em 2009, contrariando a evolução que se assiste a nível internacional, onde aquela actividade é cada vez mais repudiada, e ao arrepio dos ensinamentos da própria história insular, um grupo de deputados pretendeu legalizar a sorte de varas. Gorada a sua intenção, a minoria de industriais que aposta no incremento da tortura animal, tenta ganhar adeptos sobretudo em São Miguel, tendo conseguido promover algumas touradas à corda com a colaboração sobretudo de autarquias e de comissões de festas de cariz religioso.

Considerando que as touradas, qualquer que seja o seu tipo, em nada contribuem para educar os cidadãos e as cidadãs para o respeito aos animais, para além de causarem maus tratos aos mesmos e porem em risco a vida das pessoas, não podemos admitir a na sua realização sejam usados dinheiros públicos;

3- Mortalidade provocada na fauna selvagem. O cagarro é uma ave oceânica que vem a terra apenas durante a época de reprodução. Este período decorre entre Março e Outubro, altura em que as crias já suficientemente desenvolvidas partem com os seus progenitores em direcção ao mar, dispersando-se pelo Oceano Atlântico e regressando apenas no próximo ano. Realizando-se a sua partida de noite, muitas crias são atraídas pelas luzes das nossas vilas e cidades, acabando por cair em terra e ser frequentemente atropeladas se não forem ajudadas.

Considerando a importância que o salvamento do maior número de cagarros tem para a conservação da natureza e o respeito pelos animais, apelamos à participação de todos nas campanhas que ainda este mês serão postas em marcha pelas mais diversas entidades, nomeadamente pelas organizações não governamentais de ambiente.

4- Cativeiro de animais não domésticos. A criação de parques zoológicos nos séculos passados respondia ao propósito de mostrar ao público uma colecção de animais exóticos que de outra maneira nunca seriam vistos nem conhecidos. Na actualidade isto deixou de fazer qualquer sentido. Agora as leis exigem obrigatoriamente aos parques a realização de programas de conservação, educação ambiental e bem-estar animal. Como consequência disto, nos Açores têm vindo a ser fechados núcleos zoológicos que incumpriam estas exigências. No entanto, ainda continua a existir um núcleo zoológico na Vila da Povoação (São Miguel).

Apesar do referido parque encontrar-se já embargado pelas autoridades e apesar de ser de titularidade pública, o recinto continua ainda hoje aberto ao público. Pelo manifesto desrespeito às leis e aos animais, consideramos que o parque deve ser imediatamente fechado e os animais conduzidos a umas instalações apropriadas que garantam o seu bem-estar.

5- Modelos intensivos de produção animal. A exploração agrícola de animais constitui historicamente um importante sector económico nas nossas ilhas. Se bem que os relatos de maus tratos a estes animais têm vindo a diminuir nas últimas décadas, evidenciando uma notável evolução da sociedade, subsistem ainda bastantes situações penosas. Para além disso, a introdução de técnicas de produção intensiva tem vindo a piorar as condições de vida de muitos deles, limitando a sua vida ao reduzido espaço duma gaiola.

Tendo em conta a imagem de proximidade à natureza que tanto caracteriza os Açores no exterior, consideramos que se deve reforçar o modelo tradicional de criação de animais, modelo que garante sempre a mais alta qualidade. Devem também ser criadas e publicitadas novas formas de certificação nas explorações que valorizem devidamente ante o consumidor os seus níveis de qualidade ambiental, alimentar e de respeito pelo bem-estar animal.

6- Falta de respeito com a vida animal. Numa sociedade em que tudo se compra e se vende, os animais são tratados muitas vezes como simples mercadorias e rebaixados à categoria de simples objectos. Só uns poucos animais domésticos conseguem as vezes escapar a esta visão. Na realidade, como já foi demonstrado pela ciência há longos anos, os animais são os irmãos com os quais o homem comparte a natureza. O desrespeito para com os animais é também o desrespeito para com os homens, como partes integrantes da mesma natureza.

Consideramos que o tratamento legal dado aos animais deve fugir da visão redutora que os converte em simples objectos. A nossa sociedade deve evoluir para padrões éticos nos quais os animais sejam respeitados em conformidade com a Declaração Universal dos Direitos dos Animais.

Açores, 4 de Outubro de 2010

Subscritores colectivos:

Grupo pelo Bem-Estar Animal, Amigos dos Açores – Associação Ecológica

CADEP-CN (Clube dos Amigos e Defensores do Património – Cultural e Natural de Santa Maria)

APA – Associação Açoriana de Protecção dos Animais

Amigos da Caldeira de Santo Cristo, Ilha de São Jorge

Gê-Questa – Associação de Defesa do Ambiente

CAES- Colectivo Açoriano de Ecologia Social

Subscritores individuais (por ordem alfabética):

Adelino Luís da Câmara Alves

Afonso Pereira Bernardino

Alberto Carlos Marques Duarte

Alberto Francisco Albertino Monteiro

Alexandra Patrícia Soares Manes

Amália Rosa

Ana Cadete

Ana Catarina Cantante dos Santos

Ana Catarina Soares Carreiro

Ana Cláudia Martins de Melo

Ana Sofia Ferreira

Ana Teresa Fernandes Simões Ribeiro

André Filipe Cabral Leite

Andre Correia

Andrea Fernandes Simões Ribeiro

Andreia Soares de Jesus Leite

António Eduardo Soares de Sousa

António Humberto Serpa

António M. F. Cabral

Arlinda Maria Garcia da Fonte

Armando B. Mendes

Baltasar Ornelas Pinheiro

Bárbara Jacob Oliveira

Bárbara P. Bernardino

Carla Cabral

Carla Viveiros

Carlos Bruno Castanha Gomes

Carlos Couto

Catarina Furtado

Cecília Santos Alves

Cecília de Sousa Melo- Terceira

Cidalina do Carmo Lopes Gomes

Clara Raquel Reis Patuleia

Cláudia Albasini

Cláudia Emanuela Vieira Tavares

Cláudia Moniz Tapia

Clara Cymbron

Conceição Melo

Constança Pereira Quaresma

Cristina D’Eça Leal Soares Vieira

Cristina Sofia da Costa Oliveira Machado – Professora – Pico da Pedra

David Santos

Deborah da Cunha Estima

Décio Almada Pereira

Diamantina Barbosa

Diogo Pereira Bernardino

Dolores Oliveira

Duarte Sousa

Edgar Coutinho

Eliene Narducci

Elsa Lobo Ferreira

Elvira Dias de Almeida

Elvira Lameiras

Emanuel de Jesus Ferreira Carreiro

Emília Maria Mendonça Soares

Esmeralda Raposo

Eva Almeida Lima

Evaristo Melo

Filipa D’Eça Leal Soares Vieira Ferreira de Pina

Francisco Luís do Rego Soares Raposo

Gabriela Mota Vieira

George Robert Hayes

Gilberto Melo Pacheco

Gonçalo de Portugal

Helena Alexandra Frazão Tavares

Helena Cabral

Helena Maria Carreiro

Helena Melo Medeiros, S. Miguel

Isabel Marques Ribeiro

Isabel Velho

Inês Barbosa

Joana Augusto Gil Morais Sarmento, Angra do Heroísmo

Joana de Jesus Lopes

Joana D’Eça Leal Soares Vieira da Costa Pereira

João Carlos da Silva Abrunhosa de Carvalho, Ponta Delgada

João Luís Coutinho

João Luis de Sousa Rebelo

João Manuel Hipólito Manes

João Silveira Sousa

Joaquim Alberto Pereira Bernardino

Joaquim Maria Reis Patuleia Pessoa de Moraes

Jorge Manuel Melo Amaral

José António Resendes

José de Andrade Melo – Professor -Santa Maria

José Manuel N. Azevedo

José Melo

José Moniz Pimentel

Jessica Ann Ferreira

Katerina L´dokova

Laura Paiva

Leonor Pereira Bernardino

Lúcia Maria Oliveira Ventura

Lúcia Travassos

Luís Alberto da Silva Bernardo

Luis Barbosa

Luís Filipe dos Santos Resendes

Luís Manuel Amorim Cordeiro

Luís Manuel Garcia

Luís Miguel Mendonça

Margarida Hilário

Maria Alexandra Janes Morais Cardoso Baptista

Maria Alice de Medeiros Barbosa

Maria do Carmo Barreto

Maria Conceição Salgadinho

Maria Gabriela Serra Medeiros Oliveira – Bióloga – Ponta Delgada

Maria Goretti Medeiros Sebastião

Maria Helena D’Eça Leal

Maria João Fernandes Lopes

Maria José Milheiro

Maria Luisa Rocha Moniz Borges de Sousa

Maria Manuela Carreiro Machado

Maria Natália Melo

Maria Zita Santos Raposo Correia

Maria Vieira Soares

Marina Sécio

Mário Jorge Furtado Arruda

Mario de Sousa Borges

Marta Elisa dos Santos Dutra

Miguel Franco Wallenstein Teixeira

Mónica Sofia Rodrigues da Cunha Azevedo

Nélia Maria Torres Melo

Nelson Correia

Olga Margarida Gomes Miranda Cordeiro

Patrícia Fraga Serra

Paula Cristina Vieira Tavares

Paula Curi Garnet Andrade Melo – Jurista – Santa Maria

Paulo A. V. Borges

Paulo Jorge Simas Correia

Paulo Mota Machado Bermonte

Pedro Leite Pacheco

Pedro Miguel Baptista Pacheco

Raquel Ramos

Rita Patuleia P. Bernardino

Rui Andrade Lopes

Sandra Câmara

Sara Margarida Correia Cabral

Selma Maria Rezendes Cordeiro

Sérgio Diogo Caetano

Silvia Borges

Sílvia Melo

Sizaltina Rego

Sónia Borges

Sonia Lisboa

Susana Pereira

Teófilo José Soares de Braga

Tiago Patuleia

Vanda Veloso

Vera Sousa

Vitor Correia

Vitor Hugo

Zulmira Almeida

(Última actualização – 2 de Outubro 12:00)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Outubro - Mês do Animal

Os Amigos dos Açores – Associação Ecológica dedicarão o mês de Outubro aos animais, com especial enfâse para a campanha de salvamento de cagarros 2010.

No dia 4 de Outubro, comemora-se o Dia Mundial do Animal que foi lançado em 1931, numa convenção de ecologistas em Florença, como um meio de dar visibilidade ao problema das espécies em risco. Desde então tem assumido outros contornos e, actualmente, abrange todo e qualquer animal, sendo comemorado em diversos países um pouco por todo o mundo.

Uma vez que o dia 4 de Outubro é um dia útil, o Grupo pelo Bem Estar Animal dos Amigos dos Açores organizará no dia 5 de Outubro (feriado) pelas 10 horas uma visita ao Hospital Veterinário Alice Moderno, em Ponta Delgada, sito no campus do serviço de desenvolvimento agrário de São Gonçalo, para a qual se convidam todos os interessados a comparecer pelas 9h30 na entrada deste campus, junto ao Laboratório Rregional de Engenharia Civil e entrada Norte da Universidade dos Açores.

Neste local pretende-se constatar os objectivos e missão deste Hospital Veterinário, bem como prestar uma pequena homenagem à mulher interventiva, poetisa e defensora dos animais que foi Alice Moderno.

No dia 6 de Outubro, quarta feira, pelas 20h30, decorrerá na Junta de Freguesia de São José (na Rua de Lisboa, em frente ao Hotel Royal Garden) uma reunião de sensibilização, esclarecimento e organização das brigadas de voluntários para a campanha de salvamento de cagarros 2010.

Pretende-se neste encontro, aberto a todos os interessados na campanha 2010, apresentar o seu modo de funcionamento e de articulação com outras entidades, bem como organizar o modo de funcionamento das brigadas de salvamento de cagarros que decorrerão, sensivelmente, até meados de Novembro. Será uma oportunidade para os voluntários se envolverem informadamente na campanha bem como aproveitarem o momento para colocarem algumas questões.

Em Outubro, dê um pouco do seu tempo pelos animais. Compareça e participe na campanha de salvamento de cagarros 2010! Siga todas as novidades em http://www.facebook.com/group.php?gid=162375567111073

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Manifesto em Defesa dos Animais



4 de OUTUBRO de 2010
MANIFESTO EM DEFESA DOS ANIMAIS


Desde 1930, em vários países do mundo, o dia 4 de Outubro é dedicado aos animais. Neste dia, são homenageados os nossos amigos animais que, infelizmente, continuam, ainda hoje, a ser desrespeitados por muitos humanos e nalguns casos por entidades públicas que deveriam dar o exemplo à restante sociedade.

Hoje, 4 de Outubro de 2010, o grupo de pessoas individuais e colectivas manifesta a sua preocupação relativamente aos seguintes problemas e situações de maus tratos aos animais:


1- Abate de animais domésticos. Todos os anos ultrapassa largamente um milhar o número de animais de companhia (cães e gatos) que são abandonados, acabando na sua maioria por serem abatidos nos canis municipais ou atropelados nas estradas. O esforço que é feito pelas associações de protecção dos animais, que se debatem com faltas de meios e de apoios públicos, acaba por ser inglório pois através dele só uma pequena parte dos animais abandonados consegue um novo lar.

Não estando de acordo com a política seguida actualmente para combater o abandono que tem por principal pilar os abates, pois até hoje não tem resolvido nada, consideramos necessário que a nível regional seja lançada uma campanha de esterilização com vista a adequar o número de animais de companhia ao número efectivo de donos capazes de cuidar deles de forma responsável;


2- Promoção pública da tortura animal. Ao longo dos séculos da história dos Açores, a tauromaquia tem sofrido uma evolução no sentido da diminuição dos maus tratos aos touros, não constituindo qualquer tradição na maioria das nossas ilhas. Em 2009, contrariando a evolução que se assiste a nível internacional, onde aquela actividade é cada vez mais repudiada, e ao arrepio dos ensinamentos da própria história insular, um grupo de deputados pretendeu legalizar a sorte de varas. Gorada a sua intenção, a minoria de industriais que aposta no incremento da tortura animal, tenta ganhar adeptos sobretudo em São Miguel, tendo conseguido promover algumas touradas à corda com a colaboração sobretudo de autarquias e de comissões de festas de cariz religioso.

Considerando que as touradas, qualquer que seja o seu tipo, em nada contribuem para educar os cidadãos e as cidadãs para o respeito aos animais, para além de causarem maus tratos aos mesmos e porem em risco a vida das pessoas, não podemos admitir a na sua realização sejam usados dinheiros públicos;


3- Mortalidade provocada na fauna selvagem. O cagarro é uma ave oceânica que vem a terra apenas durante a época de reprodução. Este período decorre entre Março e Outubro, altura em que as crias já suficientemente desenvolvidas partem com os seus progenitores em direcção ao mar, dispersando-se pelo Oceano Atlântico e regressando apenas no próximo ano. Realizando-se a sua partida de noite, muitas crias são atraídas pelas luzes das nossas vilas e cidades, acabando por cair em terra e ser frequentemente atropeladas se não forem ajudadas.

Considerando a importância que o salvamento do maior número de cagarros tem para a conservação da natureza e o respeito pelos animais, apelamos à participação de todos nas campanhas que ainda este mês serão postas em marcha pelas mais diversas entidades, nomeadamente pelas organizações não governamentais de ambiente.


4- Cativeiro de animais não domésticos. A criação de parques zoológicos nos séculos passados respondia ao propósito de mostrar ao público uma colecção de animais exóticos que de outra maneira nunca seriam vistos nem conhecidos. Na actualidade isto deixou de fazer qualquer sentido. Agora as leis exigem obrigatoriamente aos parques a realização de programas de conservação, educação ambiental e bem-estar animal. Como consequência disto, nos Açores têm vindo a ser fechados núcleos zoológicos que incumpriam estas exigências. No entanto, ainda continua a existir um núcleo zoológico na Vila da Povoação (São Miguel).

Apesar do referido parque encontrar-se já embargado pelas autoridades e apesar de ser de titularidade pública, o recinto continua ainda hoje aberto ao público. Pelo manifesto desrespeito às leis e aos animais, consideramos que o parque deve ser imediatamente fechado e os animais conduzidos a umas instalações apropriadas que garantam o seu bem-estar.


5- Modelos intensivos de produção animal. A exploração agrícola de animais constitui historicamente um importante sector económico nas nossas ilhas. Se bem que os relatos de maus tratos a estes animais têm vindo a diminuir nas últimas décadas, evidenciando uma notável evolução da sociedade, subsistem ainda bastantes situações penosas. Para além disso, a introdução de técnicas de produção intensiva tem vindo a piorar as condições de vida de muitos deles, limitando a sua vida ao reduzido espaço duma gaiola.

Tendo em conta a imagem de proximidade à natureza que tanto caracteriza os Açores no exterior, consideramos que se deve reforçar o modelo tradicional de criação de animais, modelo que garante sempre a mais alta qualidade. Devem também ser criadas e publicitadas novas formas de certificação nas explorações que valorizem devidamente ante o consumidor os seus níveis de qualidade ambiental, alimentar e de respeito pelo bem-estar animal.


6- Falta de respeito com a vida animal. Numa sociedade em que tudo se compra e se vende, os animais são tratados muitas vezes como simples mercadorias e rebaixados à categoria de simples objectos. Só uns poucos animais domésticos conseguem as vezes escapar a esta visão. Na realidade, como já foi demonstrado pela ciência há longos anos, os animais são os irmãos com os quais o homem comparte a natureza. O desrespeito para com os animais é também o desrespeito para com os homens, como partes integrantes da mesma natureza.

Consideramos que o tratamento legal dado aos animais deve fugir da visão redutora que os converte em simples objectos. A nossa sociedade deve evoluir para padrões éticos nos quais os animais sejam respeitados em conformidade com a Declaração Universal dos Direitos dos Animais.

Açores, 4 de Outubro de 2010




Vimos por este meio convidar-vos a assinarem o manifesto remetido a propósito do dia do animal, a divulgar na véspera, com as subscrições recebidas até ao momento. Para tal, basta apenas escrever a: amigosdosacores@amigosdosacores.pt

Grupo pelo Bem-Estar Animal
Amigos dos Açores - Associação Ecológica


Um bom exemplo

Numa recente deslocação a Ericeira e cidade de Évora eu deparei-me com estes estandartes onde estão sacos plásticos para os donos dos cães quando os levam em passeio recolherem os excrementos do animal.

Ora aqui copia-se apenas o que não interessa ao cidadão comum, que são os parquímetros para nos todos pagar-mos, uma polícia municipal que tenho dúvidas sobre a sua implementação, etc, etc...

Aqui vai um exemplo que poderia ser implementado aqui pelos munícipes da ilha e que só demonstraria uma preocupação com a higiene das nossas ruas e jardins, com custos bastante baixos em relação a outros projectos.

Daniel Melo





Cães perigosos ilegais

Hospital não comunica ataques de cães às autoridades

Responsável do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR alerta para falta de comunicação entre o hospital e autoridades em situações de ataque de cães.

*****

O Hospital Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, não está a denunciar às autoridades os pacientes atendidos vítimas de ataques de cães perigosos. O alerta é efectuado pelo Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da Guarda Nacional Republicana que teve conhecimento de 180 a 200 casos de pessoas atendidas com ferimentos de dentadas de cães, em 2009, mas a unidade do SEPNA apenas conseguiu formalizar duas investigações de ataques de cães.

José Santos, responsável pelo serviço do SEPNA nos Açores, admite a possibilidade dos pacientes não informarem os médicos sobre o motivo dos ferimentos apresentados, mas salienta que os médicos são obrigados a comunicar todas as situações que envolvam ataques de cães a pessoas. “Muitas das pessoas que vão ao hospital e são vítimas de ataques de cães não denunciam o caso ao próprio médico. Porque de acordo com a nova lei os médicos são obrigados a comunicar a situação às forças policiais e não existe registo desta situação”, explica o representante da GNR.

O sargento José Santos explica que todos os ataques de cães, independentemente do tamanho ou raça do animal, devem ser comunicados para a instauração de um processo. O responsável do SEPNA aconselha que todas as pessoas que sejam vítimas de ataques de cães se dirijam ao Hospital e solicitem uma declaração a confirmar a sua presença, e o tipo de patologia que apresentavam para se iniciar o processo.

“O papel do SEPNA na investigação é identificar o proprietário do animal, e recolher o animal que será avaliado pelo médico veterinário municipal. O veterinário vai decidir se o animal é enviado para ressocialização ou directamente para o canil. Todos os processos são ainda encaminhados para o tribunal, porque a lei prevê uma moldura penal de dois a dez anos de prisão, consoante a gravidade das lesões causadas pelos cães. A promoção de lutas entre cães também é punida com pena de multa ou prisão até um ano.

90 por cento de cães ilegais

A maioria dos cães de raças consideradas potencialmente perigosas em Portugal está ilegal nos Açores. Uma fiscalização efectuada pelo SEPNA nos Açores detectou 62 cães ilegais, num universo de 69 animais fiscalizados. A GNR detectou 40 Pitbul, 19 Rottweiller, 2 Dog Argentino e 1 Staffordshire Bull Terrier em situação ilegal, porque não cumpriram as regras exigidas pelo governo.

O proprietário de um cão de uma raça potencialmente perigosa precisa de ser maior de 16 anos, possuir uma licença especial anualmente na junta de freguesia, apresentar o boletim sanitário do animal, colocar um chip no cão, registar o animal num organismo do governo, entregar um termo de responsabilidade, garantir um seguro de responsabilidade civil, com um capital mínimo de 500 mil euros, apresentar um registo criminal sem condenações por crimes contra a vida e promover a esterilização do cão. Os proprietários de cães potencialmente perigosos em situação ilegal são obrigados ao pagamento de uma multa no valor, mínimo de 500 euros.

Cães potencialmente perigosos obrigados a andar com açaimo na via pública

Os cães das sete raças consideradas potencialmente perigosas na legislação portuguesa são obrigados a circular com açaimo na via pública e uma trela curta, até um metro de comprimento. As raças definidas como potencialmente perigosas são Rottweiller, Pitbull Terrier, Fila Brasileiro, Tosa Inu, Dogue Argentino, Staffordshire Terrier Americano e Staffordshire Bull Terrier. Estes cães necessitam ainda de estar num alojamento apropriado e receber treino obrigatório com vista à socialização e obediência do cão. A reprodução ou venda de cães desta raça também é proibida.

O SEPNA da GNR poderá receber informações ou responder a dúvidas dos cidadãos através do número de telefone: 296306580.

Luís Pedro Silva
http://www.acorianooriental.pt/noticias/view/208803

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Animais para adopção

Alguns animais que temos para adopção. Vimos pedir que nos ajudem a divulgá-lo.

APA - Associação Açoreana de Protecção dos Animais
http://associacaoacorianaproteccaoanimais.blogspot.com/


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Tradições mas sem crueldade


Fonte:
O MIRANTE Semanário Regional
http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=456&id=67210&idSeccao=7232&Action=noticia


Bandarilhas assassinas

Contrariando aquilo que é norma num grupo de forcados, que é marcar um treino do grupo para uma picaria (em Vale de Cavalos), um antigo cabo do grupo da Chamusca, no tempo em que eu tinha 18 anos, mandou-me para a cara de quatro vacas à saída do curro. Lembro-me como se fosse hoje do medo que tive e do êxito que arrecadei graças ao excelente conjunto de forcados que o grupo tinha na altura.

Perdi o medo de ir para a cara de um animal e hoje vejo com os olhos bem abertos um forcado a levar umas cornadas de um toiro e, embora me emocione como toda a gente, o meu entendimento é que só se perdem aquelas que ficam no chão. Esta crueldade foi-me ensinada e não sinto qualquer vergonha em a assumir.

Já quanto à crueldade a que os toiros estão sujeitos enquanto são toureados a minha opinião é diferente daquela de há muitos anos. Os defensores dos direitos dos animais têm razão quando se manifestam. Aquelas bandarilhas com arpões de cinco centímetros de comprimento e dois centímetros de largura, quando não são ainda maiores, podiam ser evitadas e a festa não perdia com isso. O sofrimento do animal era minorado, e de que maneira, e nem por isso os artistas viam prejudicada a sua arte.

Porque conheço bem os meandros da festa, e senti na carne o carácter dos animais, pegando-os ou ajudando a pegar, não compreendo como é que ainda há directores de corrida que deixam tourear animais tão nobres em deficientes condições físicas, muitas vezes com problemas causados durante a embola ou no transporte para a praça, entre muitas outras causas possíveis. Outra questão: embolar um toiro, depois de lhe cortar os cornos, se não for feito por quem sabe da poda, pode configurar um crime ainda maior que fazer sofrer o toiro na praça em deficientes condições físicas, ou com aquelas bandarilhas com arpões que metem medo só de os termos por perto; para se conseguir embolar um toiro recorre-se muitas vezes a métodos pouco ortodoxos que violam as leis dos direitos dos animais. E, por último: os forcados morrem por causa das bandarilhas. E o que é curioso é que toda a gente fecha os olhos como se alguns forcados tivessem escrito na testa que nasceram para morrer durante uma pega por causa da puta de uma bandarilha que resolveu fazer história. Ridículo e lamentável continuar a defender-se que sem bandarilhas assassinas a festa dos toiros perde a graça.

Que fique bem claro que esta minha atitude de aliado dos defensores dos direitos dos animais não tem nada a ver com o sacrifício dos forcados. Sou pelas tradições mas sem o uso da crueldade. Assim como já não gosto de ver fotos de leões mortos em caçadas (acabei de reler, por tanto gostar, África Minha, e de visitar em Copenhaga o Museu de Karen Blix), nem de elefantes mortos a tiro por caçadores de marfim, também entendo cada vez mais que a festa dos toiros deveria ter mais em conta a dignidade e o carácter do animal e menos os interesses e os velhos hábitos (em muitos casos ainda marialvas e fascistas) dos artistas que vivem da festa.

JAE

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Tourada em Santa Bárbara, Ribeira Grande - Proteste


Está programada uma tourada para o próximo dia 28 de Agosto na
freguesia de Santa Bárbara.

Escreva à Junta de Freguesia de Santa Bárbara a lamentar a ocorrência
deste espectáculo nesta freguesia. Pode usar o texto abaixo ou
personalizá-lo a seu gosto.



Para: juntafsbarbara@sapo.pt

Cc: acoresmelhores@gmail.com, geralcmrg@cm-ribeiragrande.pt



Ex.mo Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Santa Bárbara,

Tomei conhecimento de que se irá realizar na Junta de Freguesia de Santa Bárbara uma tourada e venho por este meio manifestar o meu total repúdio por tal acontecimento!
Bem sei que quem o faz e permite normalmente fá-lo por motivos lúdicos e que neles encontra justificação, como a tradição e divertimento. Não há tradição ou divertimento que justifiquem o sofrimento e maus tratos a um animal, seja uma tourada, circo, jardim zoológico ou qualquer outro ambiente.
Havendo, tal como é público, tanta necessidade de recursos financeiros no poder local, espera-se que a Junta de Freguesia de Santa Bárbara não esteja a aplicar verbas públicas na realização de touradas. Pelo contrário, quem se encontra à frente do poder local tem obrigação de promover a educação dos seus eleitores e não contribuir para o seu embrutecimento!
Com os melhores cumprimentos,
Nome
Morada

NOTA- Hoje,23 de Agosto,a Junta de Freguesia comunicou que a responsabilidade da tourada é da Comissão de Festas. Assim sendo e não se sabendo do envolvimento de dinheiros públicos, é dinheiro que poderia ser aplicado em coisas úteis na freguesia que é desviado para um ganadeiro.