sábado, 20 de novembro de 2010
E ainda nem chegamos ao Inverno!
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Petições na rede sobre os animais
Aproveito este espaço para vos fazer um Apelo!
Temos que agir em nome dos animais. As pessoas que abandonam e mal tratam os animais tem que ser civil e criminalmente punidas.
São histórias destas que se repetem por todo o Pais e não fosse a muita gente por este Pais fora que se dedica com toda a alma, o sofrimento de muitos animais ainda seria pior.
Animais abandonados, maus tratos e não existem leis capazes para acabar com este tipo de situações. Os nossos políticos tem sido incompetentes a todos os níveis e temos que ser nós a dizer BASTA BASTA BASTA!!!
Pagamos impostos suficientes para que as Câmaras tenham instalações condignas para os animais e pratiquem uma política de adoptação em vez do extermínio. Isto não resolve o problema.
Para que isto não aconteça, e os criminosos fiquem impunes, apelo a que assinem e divulguem as 4 petições que estão on-line.
1. Petição Pela abolição das touradas e de todos os espectáculos com touros http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=010BASTA
2. Petição Alteração do estatuto jurídico dos animais no Código Civil http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2010N2409
3. Petição Abolição das touradas na programação da RTP http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2010N2877
4. Petição contra a utilização de animais em experimentação científica em Portugal http://www.petitiononline.com/pob2010/petition.html
Isto é uma vergonha para Portugal.
Por favor assinem e divulguem e nos ajude a acabar com esta barbaridade.
Podemos fazer história e um passo em frente em termos civilizacionais em Portugal. Temos que acabar com estes actos vergonhosos de tortura a animais indefesos. Todos juntos vamos vencer a ter um Portugal com gente mais humana e sensível.
Obrigada
Isabel Oliveira
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Enganou-se o cagarro, estava enganado
Se equivocó la paloma.
Se equivocaba.

Por ir al Norte, fue al Sur.
Creyó que el trigo era agua.
Se equivocaba.

Que las estrellas, rocío;
que la calor, la nevada.
Se equivocaba.

Que tu falda era tu blusa;
que tu corazón, su casa.
Se equivocaba.

Ella se durmió en la orilla.
Tú, en la cumbre de una rama.
Rafael Alberti (1902-1999)
Enganou-se a pomba. / Estava enganada.
Tentando ir ao norte, foi ao sul. / Pensou que o trigo era água. / Estava enganada.
Que as estrelas, orvalho; / que o calor, a nevada. / Estava enganada.
Que a tua saia era a tua blusa; / que o teu coração, a sua casa. / Estava enganada.
Ela adormeceu na margem. / Tu, no cume duma rama.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Gatos procuram lar no Faial
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Brigadas de salvamento dos cagarros
Libertação de pássaros
Libertação de pássaros no Brasil
Estamos devolvendo à natureza o que o próprio Friburguense retira, coertando a liberdade e felicidade dos animais, só para seu puro egoismo.
Até quando, vamos ter gente assim?
De nossa parte e com nossso trabalho não consentiremos.
Mauro Zurita Fernandes - Coordenador do IBAMA em Nova Friburgo/RJ
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
A Rota do Toiro
Este é o grande e maravilhoso turismo que os Açores podem herdar (e que vamos ter de pagar do nosso bolso):
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Os Amigos dos Açores Homenageiam Alice Moderno
Alice Moderno (1867-1946) - uma singela homenagem
“Lembra-te sempre que ao maltratares um animal vais ferir a tua própria dignidade” (Alice Moderno)
Hoje, 5 de Outubro de 2010, quando se comemoram 100 anos de implantação da República, aproveitamos o dia para prestar uma singela homenagem a Alice Moderno.
Mas quem foi Alice Moderna para que estejamos, aqui, a recordá-la?
Para além da sua actividade de jornalista, escritora, agricultora e comerciante, Alice Moderno foi uma mulher que pugnou pelos seus ideais republicanos e feministas, sendo uma defensora da natureza e amiga dos animais.
Como precursora dos actuais movimentos de defesa do ambiente, de que muitos de nós somos membros, Alice Moderno, no início da segunda década do século passado, já pensava que uma árvore de pé poderia ter mais valor do que abatida. Vejamos o que dizia a propósito:
“Plantar árvores é não só amar a natureza. Mas ainda ser previdente quanto ao futuro, e generoso para com as gerações vindouras. Cortá-las ou arrancá-las a esmo, sem um motivo justo, é praticar um acto de selvajaria”(A Folha, 16/2/1913).
“A árvore é confidente discreta dos namorados e a desvelada protectora dos pássaros – esses poetas do ar. A árvore é a maior riqueza da gleba, o maior tesouro dos campos e o maior encanto da paisagem!” (A Folha, 15/3/1914).
Como amiga dos animais, Alice Moderno foi mais sobretudo uma mulher de acção. Com efeito, embora fundada em 1911, a Sociedade Micaelense Protectora dos Animais esteve quase inactiva até 1914, data em que Alice Moderno assumiu a sua presidência. Durante a presidência de Alice Moderno, foram criadas as condições para o funcionamento da SMPA, como a aquisição de uma sede e de mobiliário e foram tomadas medidas conducentes a acabar com os maus tratos que eram alvo os animais usados no transporte de cargas diversas, nomeadamente os que transportavam beterraba para a fábrica do açúcar, e para a educação dos mais novos através do envio de uma comunicação aos professores “pedindo-lhes para que, mensalmente, façam uma prelecção aos seus alunos, incutindo no espírito dos mesmos a bondade para com os animais, que não é mais do que um coeficiente da bondade universal”.
Mas, Alice Moderno não se preocupava apenas com os animais de tiro, pois uma das suas preocupações foi a criação de um posto veterinário para tratamento de todos os animais. A propósito dizia ela:
“Caridade não é apenas a que se exerce de homem para homem: é a que abrange todos os seres da Criação, visto que a sua qualidade de inferiores não lhes tira o direito aos mesmos sentimentos de piedade e de justiça que prodigalizamos aos nossos semelhantes”.
A evolução da sociedade fez com que quase desaparecessem os problemas associados ao transporte de cargas. Hoje toda a nossa atenção deverá recair sobretudo sobre o abandono de animais domésticos, o tratamento dado aos animais de produção e ao retrocesso civilizacional que se está a assistir com a tentativa de introduzir touradas onde não são tradição e de agravar a tortura dos touros bravos, com a legalização da sorte de varas e touros de morte.
Alice Moderno, também não foi indiferente às touradas. Foi convidada e assistiu contrariada a uma tourada, na ilha Terceira, e não ousou comunicar aos seus amigos, considerando-os “semi-espanhóis no capítulo de los toros”, o que pensava pois, escreveu ela, “não compreenderiam decerto a minha excessiva sentimentalidade”.
Na sua carta XIX, referindo-se à tourada a que assistiu escreveu o seguinte:
“É ele [cavalo], não tenho pejo de o confessar, que absorve toda a minha simpatia e para o qual voam os meus melhores desejos. Pobre animal, ser incompleto, irmão nosso inferior, serviu o homem com toda a sua dedicação e com toda a sua lealdade, consumindo em seu proveito todas as suas forças e toda a sua inteligência! (…) Agora, porém, no fim da vida, é posto à margem e alugado a preço ínfimo, para ir servir de alvo às pontas de uma fera, da qual nem pode fugir, visto que tem os olhos vendados!”
“E esta fera [touro], pobre animal, também, foi arrancada ao sossego do seu pasto, para ir servir de divertimento a uma multidão ociosa e cruel, em cujo número me incluo! (…) Entrará assim em várias toiradas, em que será barbaramente farpeada até que, enfurecida, ensanguentada, ludibriada, injuriada, procurará vingar-se, arremessando-se sobre o adversário que a desafia e fere. Depois de reconhecida como matreira, tornada velhaca pelo convívio do homem, será mutilada”.
Que o exemplo de Alice Moderno nos dê forças para os combates em que estamos envolvidos, por uma terra mais limpa, justa e pacífica.
Ponta Delgada, 5 de Outubro de 2010
Teófilo Braga
Dia do Animal 2010
1 - Os Amigos dos Açores estão a recolher assinaturas para um documento sobre direitos dos animais. O que os motiva nessa iniciativa?
Motiva-nos o alerta para reconhecimento social e político dos animais enquanto seres plenos de direitos, o que não acontece ainda na nossa região e país.
Na concepção de Ghandi, que defende que um país ou uma civilização podem ser julgados pela forma como trata seus animais, consideramos que nos enquadramos numa região onde há ainda uma larga margem de progressão em caminho a um verdadeiro desenvolvimento social e ambiental.
2 - O Dia Mundial do Animal (2010.10.04) foi um momento ideal para reflectir sobre o estado da arte na forma como os animais são tratados nos Açores. Tratamos bem ou mal os nossos animais?
Embora existam animais bem tratados, com especial evidência para alguns animais de companhia, existem ainda muitos animais maltratados, com especial enfoque nos animais de produção (por exemplo gado).
No entanto, existem animais maltratados a todos níveis desde animais selvagens (recorde-se notícia do ano passado que relatou cagarros recolhidos na ilha de Santa Maria para confecção culinária) ou os próprios animais de companhia (como cães e gatos) tantas vezes abandonados quando estes crescem mais do que os donos esperam ou quando estes vão de férias e não procuram um lugar de conforto para os animais permanecerem durante esse período.
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3 - Entre o abandono de animais domésticos de pequeno e médio porte e os maus tratos a animais de grande porte, como os bovinos, quais são as prioridades da vossa luta pelo bem estar animal?
Os objectivos fundamentais do Grupo pelo Bem Estar Animal são a contribuição para o reconhecimento social do bem estar animal e dos direitos dos animais, a promoção de campanhas de voluntariado animal e a difusão de boas práticas animais.
A nossa luta pelo bem estar animal tem uma visão do animal enquanto parte integrante do ambiente, sendo todos os animais seres dotados de sensibilidade, que devem ter uma vida digna, não devendo ser sujeitos a dores ou sofrimento evitáveis.
O nosso plano de actividades para 2010 no que respeita a esta temática divide o ano 4 trimestres, os quais decidamos a quatro “tipos de animais”: animais de companhia, animais em cativeiro, animais de produção e animais selvagens.
Se considerarmos que existem países onde o acesso dos animais de companhia a locais públicos é muito mais facilitado do que em Portugal (como jardins públicos, transportes públicos e espaços comerciais do centro da Europa), considerarmos que existem países onde são totalmente proibidos os espectáculos com animais (como as touradas ou circos com animais), que determinados países possuem, inclusive, advogados para animais, estamos certamente pouco desenvolvidos no reconhecimento do bem estar animal e dos respectivos direitos.
Muitas das vezes, os animais nos Açores são entendidos fundamentalmente como seres de muitas obrigações e de poucos direitos, o que urge inverter porque temos todos a ganhar com o respeito pelos animais, a bem de um verdadeiro progresso civilizacional.
Diogo Caetano
Presidente dos Amigos dos Açores
Diário Insular de 5 de Outubro de 2010




